A casa tomada (de Júlio Cortazar) por desenhos que não deram certo. Desenhos de 1978-80. O apogeu do claro-escuro pós-Caravaggio.

APRESENTAÇÃO

Joinvilense, Luiz Henrique Schwanke nasceu em quinze de junho de 1951, e faleceu, na mesma cidade, em vinte e sete de maio de 1992, aos quarenta anos de idade. Apesar de sua passagem por aqui ter sido breve, sua produção foi extensa e intensa, totalizando um conjunto de obras que até hoje não pode ser contado, já que encontra-se espalhado por museus e coleções particulares, e que somou mais de cinco mil. Só em artes visuais, são desenhos, pinturas, esculturas, colagens, objetos e instalações, o que evidencia a versatilidade de seu comportamento artístico, assim como a amplitude de sua pesquisa plástica. Contudo, apesar de vivenciar inúmeras linguagens e técnicas distintas, pode-se dizer que as suas diferentes seriações de trabalhos dialogam entre si a partir de, principalmente, três fios condutores: a luz, o gesto e a apropriação da história da arte, a partir da discussões de momentos históricos que partem da Antiguidade Clássica à sua contemporaneidade. E isso sem deixar de lado comportamentos muito presentes na produção pós-moderna, tais como a ironia, a citação e o hibridismo.

Dentre as exposições realizadas em vida, talvez uma das mais significativas em sua trajetória tenha sido a “a casa tomada (de julio cortázar) por desenhos que não deram certo. Desenhos de 1978/80. Apogeu do claro-escuro pós-Caravaggio.” Considera-se que, nessa exposição, os elementos acima citados estão fortemente presentes, e acabam por evidenciar, ainda no início de seu percurso artístico, a complexidade e o refinamento de seu pensamento artístico, assim como o seu profundo conhecimento pela história arte, na revelação de um artista maduro e erudito. Por esse motivo, essa exposição foi escolhida para ser remontada, entretanto, em uma versão virtual digital, a partir da exploração das especificidades dos ambiente virtual em rede, tendo como base a curadoria educativa. Nesse sentido, não faz parte da mostra atividades educativas, pensadas especificamente para professores e estudantes, e organizadas em um espaço separado, mas diferentes camadas de aprofundamento, compostas por informações e documentos disponibilizados em arquivos de imagem, de texto e de vídeo, que integram diretamente o corpo da exposição. E o visitante, de acordo com o seu perfil e grau de interesse, pode escolher entre acessá-las ou não.

Conforme apontado no título, os trabalhos que compõem a mostra, estão organizados em três momentos distintos, contudo, interligados. São eles: “a casa tomada (de julio cortázar) por desenhos que não deram certo”; “desenhos de 1979/80”; “apogeu do claro-escuro pós-caravaggio”. Ao longo do percurso, e em cada um desses momentos, o visitante irá ser deparar tanto com depoimentos em vídeo e em texto de profissionais que de alguma forma se envolveram coma produção de Schwanke, como também com escritos do próprio artista, que funcionam como informações complementares. Também integra a exposição registros fotográficos, documentos e informações tanto acerca da montagem original, realizada em 1980 no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, como também sobre a remontagem com curadoria de Nadja de Carvalho Lamas, realizada em 1999 em ocasião do Salão Nacional Victor Meirelles, realizado em Florianópolis.

E se o visitante tiver interesse, pode ainda colocar os trabalhos de Schwanke que compõem essa exposição em exercício por meio da organização de sua própria mostra, o que pode ser feito a partir do link “Organize sua própria exposição”.

A CASA TOMADA (DE JULIO CORTÁZAR) POR DESENHOS QUE NÃO DERAM CERTO

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O APOGEU DO CLARO-ESCURO PÓS-CARAVAGGIO

DESENHOS DE 1978-80

Para o professor, embora não sejam oferecidas atividades específicas, além de algumas dicas para se trabalhar esta mostra em sala de aula, é disponibilizado um mapeamento de museus de diferentes lugares do mundo que, assim como MAC Schwanke, colocam o seu acervo em exercício no ambiente virtual me rede.

E que essa exposição funcione como uma porta de entrada para um percurso dentro da produção e pensamento desse, que pode ser considerado como um dos artistas mais significativos de seu contexto, e um dos representantes da arte catarinense, no Brasil, no século XX.

Alena Rizi Marmo Jahn
Curadora