Biografia | Plataforma Educativa

O artista e a sua formação

Luiz Henrique Schwanke, artista joinvilense, nasceu no dia  15 de junho de 1951 e faleceu em 27 de maio de 1992. Desde criança demonstrou interesse pelas artes visuais e pelo teatro.

Nas artes visuais, seu primeiro trabalho premiado consistiu em um desenho realizado em 1962 quando ainda estudante do Grupo Escolar Rui Barbosa, desenho este com o qual participou do 11° Salão Nacional de Arte Infantil, promovido pela Folha de São Paulo, no qual recebeu medalha de ouro em Santa Catarina e Menção Honrosa em São Paulo. Já quando cursava o ginásio foi editor do Jornal dos Alunos, e no segundo grau, foi colaborador da página cultural, editada pelo poeta Alcides Buss no Jornal de Joinville. Ainda na adolescência, recebeu prêmios por textos escritos para festivais de teatro amador.

No início de sua produção, realizava pinturas de cunho primitivista nas quais fazia uso do pontilhismo para retratar a paisagem de Santa Catarina. Sua primeira mostra individual aconteceu em 1969 na Exposição de Flores e Artes de Joinville.

Ainda nesse ano realizou um Curso Técnico de Reportagem e Jornalismo, promovido pela Prefeitura Municipal de Joinville. Em 1970, mudou-se para Curitiba, onde cursou paralelamente Direito e Comunicação Social. Do curso de Direito Schwanke desistiu no terceiro ano, mas formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná – UFPR, em 1974. E foi justamente nesse curso que estudou mais profundamente a história da arte, tendo como professora a historiadora e crítica de arte Adalice Araújo (1931 – 2012). E desde então a história da arte passou a ser referência para a sua produção.

No período em que frequentou a faculdade exerceu, durante quatro gestões, o cargo de Assessor Cultural do Diretório Acadêmico Rocha Pombo do Paraná – DARPP, quando organizou quatro salões de artes plásticas. Tais exposições contaram com a atuação não somente de Adalice Araújo, mas também de João Ozório e de Carlos Zimermann na comissão julgadora, e com trabalhos de artistas hoje reconhecidos, dentre os quais figura Fernando Vellozo.

Em 1976 estudou desenho com Ivens Fontoura e ainda nessa década participou de inúmeros salões de artes plásticas e exposições coletivas nas cidades de Curitiba, Joinville e Florianópolis. Tal atuação se estende à década seguinte na qual extravasa as fronteiras regionais. Em 1985, participa de mais de cento e trinta exposições individuais, coletivas e salões, o que o levou a ser considerado o artista mais premiado no Brasil naquele ano, conforme edição especial da Revista Veja de 1986. Em 1989 é convidado a expor no Parque Lage, no Rio de Janeiro e em 1991 participa da 21ª Bienal internacional de São Paulo com o trabalho Antinomia ou Cubo de Luz. (trajetória artística)

Considerado como um dos artistas brasileiros mais inteligentes do século (JUSTINO, 2011), possui trabalhos em inúmeras coleções particulares e em dez acervos de museus e instituições culturais nacionais. Mesmo após mais de vinte anos de sua morte seus trabalhos são expostos em mostras importantes e ao lado de destacados artistas, assim como ainda hoje integra o discurso da crítica, a exemplo do texto do catálogo da exposição Caravaggio e seus seguidores, realizada em 2012 com curadoria de Fábio Magalhães.

A produção de Schwanke, formada por mais de cinco mil trabalhos, entre desenhos, pinturas, livros de artista, objetos, esculturas e instalações é objeto de estudo e pesquisa de monografias, dissertações e teses. Trata-se de uma produção intensa e extensa que dificilmente será esgotada, pois requer diferentes abordagens investigativas.